Exposição no Théo Brandão mostra esculturas feitas de papel

Postado por Alexandro em 16 novembro, 2008 - Categoria Eventos, Notícias

A arte de fazer objetos à base de cola e papel é antiga. Na China e Europa antigas, o papel machê foi usado na fabricação de objetos diversos, como por exemplo, as famosas máscaras de carnaval de Veneza. Já a técnica da papietagem é uma ramificação do papel machê e consiste em colar papel sobre papel, como fez Henri Matisse ou o pintor cubista George Braque.

foto: dijardim.com

Com o tempo, a técnica da papietagem evoluiu muito, e hoje, apreciar objetos de arte elaborados por essa técnica não é algo distante no tempo e no espaço. Em Maceió, a artista Adriana Jardim expõe a mostra “Mundo de Papel” no Museu Théo Brandão/UFAL.  O coquetel de abertura será na próxima terça-feira, 4 de novembro, às 19h, com apresentação do Coral Camerata Pró-Música de Alagoas.

Conhecer esta exposição é uma oportunidade de ver, através de um olhar peculiar, personagens comuns do cotidiano nordestino e brasileiro, como a mulher rendeira, o flanelinha, o vendedor de flores da orla de Maceió, além de figuras de destaque nacional como o padre Cícero e a escritora Clarice Lispector. Na elaboração de sua arte, Adriana Jardim faz um duplo recorte: o recorte do papel – matéria prima principal de seu trabalho – e o recorte da realidade, que é revelada por um olhar sensível e apurado. “Coloco alma na minha arte, porque sou apaixonada pela possibilidade de moldar o real e o imaginário através do papel”, diz a artista.

foto: dijardim.com

  A exposição é composta por trinta e duas esculturas inspiradas, principalmente, na cultura e cotidiano do Nordeste. Na obra de Adriana, também estão presentes a imaginação e o lúdico, como a escultura “O colecionador de estrelas”. “Em todos os meus trabalhos, ressalto a alegria, a cor, e convido o espectador a ver, sentir e questionar”, diz Adriana Jardim.

Há um ano, a artista fez uma oficina no Museu Théo Brandão e aprendeu a técnica da papietagem com o Mestre Vilinba, ganhador do Prêmio Gustavo Leite 2007, de melhor artesão do ano. Adriana, que já havia produzido trabalhos em papel machê, aprendeu a moldar esculturas com arame, papel e cola. Ela explica que o papel deve ser rasgado em pedaços pequenos e, depois, colado. Pode-se também utilizar uma estrutura permanente feita de papelão, plástico, madeira ou arame. Para o artista plástico e curador da exposição, Persivaldo Figueirôa, o “Mundo de Papel” criado por Adriana Jardim retrata “um mundo de sonhos, cores e formas. Real ou imaginário, ele nos transporta às boas lembranças da infância, antigas brincadeiras e faz referência à fé do povo nordestino”, diz Figueirôa.

A exposição “Mundo de Papel” pode ser vista até o dia 6 de dezembro no Museu Théo Brandão, no horário das 9h às 17h.

Mais informações: 3221-2977 e 3221-2651.

Fonte: Assessoria MTB

Mais informações: www.dijardim.com

Fonte: Assessoria MTB

Experiência religiosa: a proposta de John Hick - 1

Postado por Marco Antonio em 13 novembro, 2008 - Categoria Cultura, Filosofia, Livros

O presente trabalho pretende explorar de forma panorâmica a obra do filósofo da religião e teólogo inglês John Hick e sua posição na atual discussão sobre o diálogo interreligioso, principalmente em seu conteúdo filosófico – pois Hick apresenta uma rica influência neokantiana que é aplicada em sua teoria do pluralismo religioso. Todavia antes de adentrarmos ao pensamento de John Hick, pretendemos, ainda que de forma superficial, dar notícia sobre o pluralismo na teologia das religiões, para justificarmos o título do presente trabalho. 1. O Pluralismo na teologia das religiões

Com o advento da pós-modernidade e a aceleração dos meios de transporte e comunicação, o antigo mundo, centralizado nos costumes ocidentais, onde a diferença era desconhecida ou ignorada foi colocado por terra. Com os novos estudos e métodos surgidos nas ciências do homem, que tendem ao respeito com relação as mais variadas culturas - diferentemente de outras épocas em que se tinha a cultura ocidental como a mais evoluída (dada a aplicação do evolucionismo como método de pesquisa social) – o mundo contemporâneo se mostra um local de diferenças, onde a alteridade se impõe como regra.

Sendo desta forma a religião não poderia escapar deste novo desafio que se impôs com os novos tempos, e como religião dominante no mundo ocidental esta imposição se centra especial mente ao cristianismo – que trabalhou durante muito tempo (e ainda trabalha em alguns de seus meios) como religião absoluta fora da qual não poderia haver salvação, ou de forma inclusivista girando entorno de um cristo-centrismo.

Segundo Dr. Faustino Teixeira em seu livro “Teología de las religiones” : “A posição pluralista surge na busca de um “novo ângulo” de compreensão do cristianismo propondo uma troca de paradigmas renunciando uma posição cristocentrica para se adaptar a uma nova visão segundo a qual todas as religiões, inclusive o cristianismo, giram entorno de um mesmo centro que é Deus.

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